por Marcelo de Almeida Toledo

Me lembro mesmo de uma noite na cidade de Arinos na beira do Urucuia.Estavamos sentados na calçada em frente do hotel.Calçada é modo de dizer porque era mais um terreiro que se continuava num gramado,até o rio. A prosa era geral e tratava de compra e venda de terras, especulaçoes de corretores e essas coisas.Gente atribulada com pressa de viver, ganhar e gastar. E eu quieto. Em certo ponto me perguntaram: “E o senhor, veio atras de terras também?” Disse que sim porque no pé da palvra era o que eu tinha ido ver.Mas como explicar a todos que eu estava seguindo o itinerario de uma pessoa que nao existiu, saída da cabeça de uma outra que ja tinha morrido?Desconversei.

*Este homem seguiu a trilha de Riobaldo em 1980.

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